O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Fernando Pessoa

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Abr 09
 
 
Cavaco acha que o Governo não escutou os seus avisos
 
 
O alerta que Cavaco Silva fez esta semana, à margem do Roteiro da Ciência, sobre a crise económica e financeira, tem implícita uma violenta crítica à falta de ‘cooperação estratégica’ por parte do Governo
 

Ao afirmar que Portugal tem de saber «onde quer estar quando a crise terminar», o Presidente da República estava, de facto, a acusar o Executivo de José Sócrates de ignorar os alertas que tem vindo a fazer desde a sua primeira mensagem de Ano Novo, em Janeiro de 2007. E isto porque, retira-se da declaração de Cavaco, o Governo continua a navegar à vista, sem uma estratégia definida, nem metas fixadas.

Recorde-se que nessa intervenção de há mais de dois anos o Presidente fixava objectivos em três áreas que considerava cruciais para o futuro do país. «É muito importante que em 2007 se registem progressos claros em, pelo menos, três grandes domínios da nossa vida colectiva: desenvolvimento económico, Educação e Justiça», apontava, sublinhando que Portugal estaria numa situação difícil caso não atingisse essas metas.

Ora, a situação económica está como se sabe; na abertura do último ano judicial Cavaco não deixou de fazer reparos ao estado da Justiça; e a Educação, como o Presidente exemplificou esta semana com o caso da Matemática, vai pelo mesmo caminho.

publicado por Rui Pires da Silva às 18:27

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